O Rio São Francisco, mostrou seu lado mais implacável no último domingo (23), quando quatro crianças e adolescentes de uma mesma família morreram afogadas no distrito de Igarité, em Barra, no oeste baiano.
As vítimas – Ayxa Adrielle de Souza da Silva, 12 anos, Jardielle Alves da Silva, 16, Davi Francisco dos Santos da Silva, 13, e Kaua dos Santos da Silva, 16 – estavam brincando às margens do rio quando uma bola caiu na água. Ao tentarem resgatá-la, foram surpreendidos por fortes redemoinhos em uma região já conhecida pelos riscos.
Testemunhas relataram a cena desesperadora: os primos, em um ato de coragem e solidariedade, tentaram ajudar uns aos outros antes de serem arrastados pela correnteza. O Corpo de Bombeiros reforça que, mesmo em trechos aparentemente calmos, o São Francisco esconde perigos como correntezas subterrâneas e mudanças bruscas de profundidade, capazes de surpreender até os banhistas mais experientes.
Em nota, a Prefeitura de Barra expressou pesar pelas mortes e informou que os jovens estudavam na rede municipal de ensino.
"Neste momento de dor imensurável, solidarizamo-nos com as famílias enlutadas. Que Deus lhes conceda força e consolo diante dessa perda irreparável"*, disse a administração local.
O caso serve como um alerta urgente sobre a necessidade de redobrar os cuidados nas áreas de risco do rio, especialmente durante o verão, quando o aumento do fluxo de banhistas eleva as chances de acidentes. Enquanto a comunidade se une no luto, o Velho Chico segue seu curso – lembrando, mais uma vez, o poder e os perigos que suas águas carregam.