A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, reuniu-se nesta segunda (31) com o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, para definir medidas urgentes de segurança hídrica diante da seca prolongada que castiga Irecê e a Chapada Diamantina. A região, que já figura entre as mais secas do país segundo o Inmet, enfrenta a pior estiagem desde 2017, com umidade do ar abaixo de 30% e previsão de chuvas apenas no fim do ano.
Crise hídrica e impactos econômicos
"Em Irecê e áreas vizinhas, a situação é crítica. Precisamos garantir água para a população e minimizar os danos, especialmente aos pequenos agricultores", destacou Ivana.
Dados da Faeb revelam que a produção informal de leite caiu mais de 50%, com perdas também em cultivos como café, caju e feijão. O cenário lembra o de 2017, quando 218 municípios baianos decretaram emergência, afetando 4 milhões de pessoas.
Envolvimento de múltiplos fatores
A reunião contou com a presença de secretários estaduais, prefeitos de cidades como Lençóis e Souto Soares, e deputados, incluindo Robinson Almeida (PT) e Eduardo Sales (PP). Maria Amélia Matos, do INEMA, reforçou a necessidade de políticas públicas integradas para gestão de recursos hídricos.
Próximos passos
Apesar da gravidade, não há alertas meteorológicos ativos para Irecê, mas a ALBA sinaliza que deve priorizar emendas para projetos de irrigação e carros-pipa. Enquanto isso, a população local sofre com a escassez de água e temperaturas que podem chegar a 34°C nesta semana, segundo o Inmet.
Irecê registrou umidade de 26% nesta semana, sendo uma das cidades mais secas do Brasil. A previsão até domingo (6) indica sol forte e sem chuvas.