Cães em situação de rua podem estar violando túmulos no cemitério de Irecê. Na manhã desta segunda-feira (17) a Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO) foi acionada após a descoberta de uma perna humana em uma área de mata próxima ao Cemitério Municipal do bairro Boa Vista.
Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram a presença do membro inferior e iniciaram buscas por outras partes do corpo, que não foram encontradas.
Durante a investigação, o comandante do 7º Batalhão ordenou uma inspeção no cemitério, onde foi constatado que o setor destinado ao armazenamento de membros amputados, provenientes do Hospital Regional, havia sido violado.
A suspeita recai sobre cães em situação de rua, que teriam acessado o local e retirado os restos humanos.
A administração do cemitério revelou que casos semelhantes têm ocorrido com frequência, o que levanta sérias preocupações sobre a segurança das sepulturas e a necessidade urgente de medidas preventivas.
"É uma situação lamentável e recorrente. Precisamos de ações concretas para proteger o local e evitar que isso continue acontecendo", afirmou um representante da administração.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado e, após confirmar que o membro encontrado era proveniente do cemitério, determinou seu recolhimento e sepultamento adequado.
No entanto, o episódio traz à tona a discussão sobre o crescente número de cães abandonados na cidade e os riscos que representam, não apenas para a saúde pública, mas também para a integridade de locais como o cemitério.
Moradores e autoridades locais já discutem possíveis soluções, como o reforço na segurança do cemitério, com a instalação de barreiras físicas e monitoramento, além de medidas voltadas ao controle populacional de animais de rua.
"É inaceitável que situações como essa continuem ocorrendo. Precisamos de políticas públicas eficientes para resolver o problema dos cães abandonados e garantir a dignidade dos que estão sepultados", disse uma moradora do bairro Boa Vista.
O episódio serve como um alerta para a necessidade de ações integradas que abordem tanto a questão do abandono animal quanto a proteção de espaços públicos sensíveis, como os cemitérios.